quarta-feira, 7 de julho de 2010

Plano de aula - Educação para o trânsito - Filme "Carros"

TÍTULO: FILME “CARROS” – EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO


FAIXA ETÁRIA: 6 e 7 anos

CRONOGRAMA DE TEMPO ESTIMADO: 1 aula de 4 horas

DISCIPLINAS A SEREM TRABALHADAS: Ciências, História e Geografia

OBJETIVOS:

- Desenvolver atividades lúdicas.
- Identificar sinais e placas.
- Ler simbolicamente.
- Trabalhar com regras.
- Estimular a socialização e o trabalho em equipe.
- Trabalhar a coordenação motora e espacialidade.
- Desenvolver a consciência para o trânsito
- Trabalho em equipe
- Socialização
- Construção de valores.

RECURSOS OU MATERIAIS NECESSÁRIOS: DVD, filme, gravuras, cartolina, papelão grosso, canetinha, cola, giz de cera, tinta guache, pincel e tesoura.

DESENVOLVIMENTO:

Atividade 1

• Reunir a turma para a exibição do filme “Carros”;

• Fazer a introdução do filme, comentar sobre o que o filme irá tratar a sinopse do filme;

• Após a exibição do filme, conversar com os alunos se o filme lhes agradou, o que acharam mais interessante e o que tiraram de lição (trabalho em equipe, humildade, amor ao próximo etc.), focando sempre a cidadania;

• Construir e discutir de maneira conjunta com os alunos, conhecimentos básicos sobre poluição, e os impactos que a mesma pode trazer para o meio ambiente;

• Identificar alternativas ao uso do automóvel, discutir e analisar situações que requerem segurança;

• Indicar e problematizar os malefícios causados pelo rápido aumento do número de carros, que podem ser sentidos em diversos setores. Nas ruas sempre cheias, na dificuldade cada vez maior de circular a pé, no aquecimento global e na poluição do ar, que afeta a saúde principalmente de crianças e idosos;

• Explicar quanto ao respeito da sinalização e falar sobre os cuidados que devemos ter ao atravessar a rua, como: observar as cores dos sinais e sempre olhar para os lados. Citar dicas de segurança em geral, utilizando gravuras como demonstração, como:

a) andar no banco traseiro;
b) dar dica para o adulto obedecer ao semáforo;
c) lembrar o adulto de verificar as condições dos pneus;
d) ficar atento, não distrair o motorista;
e) respeitar áreas de escola e hospitais, não jogar lixo pela janela;
f) ficar atento no trânsito, olhar para os dois lados antes de atravessar a rua e se vier carro, não passar;
g) respeitar o guarda de trânsito.

• Problematizar com os alunos os perigos de uma má sinalização, a incidência de acidentes, a responsabilidade do governo na manutenção das estradas e rodovias, levantar questões a respeito do filme em relação à omissão do governo quanto as estrada;

• Registrar um texto coletivo com os alunos a respeito de tudo o que foi vivenciado nas últimas aulas, onde eles poderão desenhar suas impressões e/ou o que mais lhes chamou atenção;

• Expor o texto no mural da sala ao alcance das crianças;

• Música: Trânsito

Faça o trânsito andar
Não deixe a cidade parar
Faça o trânsito andar
Não deixe a cidade parar

No vermelho, pare
No amarelo, atenção,
No verde, siga
Se, é a sua direção

Respeite as faixas e as placas
O apito do guarda também

Faça o trânsito andar
Não deixe a cidade parar

AVALIAÇÃO:

A avaliação ocorrerá durante o desenvolvimento das atividades, será observado o desempenho das crianças, o envolvimento e a participação das mesmas nas atividades propostas e no reconhecimento das placas e sinalizações de trânsito nas atividades propostas em sala.


Esse trabalho foi realizado a partir do texto: A Disneyzação da cultura infantil  do Henry A. Giroux pelas alunas: Edna Gomes, Noemi Cruz e Simone Nicolau.

sábado, 26 de junho de 2010

CURRÍCULO COMO NARRATIVA ÉTICA E RACIAL

Lemos o livro Documentos de Identidade - SILVA, Tomaz Tadeu da. Uma introdução às teorias do currículo. 2002. 2 ed. Belo Horizonte, Autêntica.




Este livro contextualiza as teorias do currículo, a partir de estudos e autores que abordam a origem do campo do currículo, citando as teorias tradicionais, críticas e pós-críticas e abordando cada uma dessas perspectivas, os conceitos e significações. O autor conclui reafirmando que o currículo “é uma questão de saber, poder e identidade” (p. 148).
Segue abaixo slide, relacionado as páginas 99-104, do livro Documentos de Identidade - sob o título "Currículo como narrativa ética e racial"


Texto: “Currículo e Desenvolvimento humano” - Elvira Souza Lima – Indagações sobre Currículo


Continuando a leitura do material organizado pela Secretaria de Educação Básica e pelo MEC e com o assunto “currículo”, mas desta vez com o texto da Elvira Souza Lima que é consultora e pesquisadora de desenvolvimento humano.

Um pouquinho da história da escola

Fazendo um comparativo, antes o conhecimento era passado de geração para geração, de pais para filhos, ainda hoje isso ocorre, sendo este um papel culturalmente importante para a sociedade. Porém, em um dado momento foi necessário introduzir novas formas de transmissão de novos conhecimentos e saberes e percebeu-se a necessidade de criar um espaço separado para se encontrar “ a escola”.

Muitas coisas mudaram desde então, a escola e a arte de educar exigecada vez mais dos professores. Com essas exigências, foram criados novos processos de desenvolvimento. Por isso, a importância do currículo, segundo Elvira (2007) “um currículo que se pretende democrático deve visar à humanização de todos e ser desenhado a partir do que não está acessível às pessoas”.

Currículo

Todo currículo é ideológico e é idealizado com base no ser humano que se pretende formar e também nos próprios saberes e conhecimentos de quem o desenvolve. Não podemos esquecer que ele deve priorizar ainda o respeito a diversidade e fazer com que independente da hierarquia, posição social, etnia etc. todos tenham o mesmo conhecimento, respeitando também o conhecimento cultural de cada individuo. E é esse um dos maiores desafios ao fazer um currículo.




sábado, 17 de abril de 2010

Bom, hoje vamos começar a entender melhor a questão do tema “currículo” com base no texto de Miguel Arroyo - Educandos e Educadores – Seus direitos e o currículo – do material organizado pela Secretária de Educação Básica e pelo MEC: Indagações sobre Currículo.


Em primeiro lugar quero expressar que não está sendo fácil fazer um comentário, pois esse texto do Miguel Arroyo é o meu primeiro contato com esse tema. Não sei se já falei, mas não trabalho ainda na área de educação e, com isso, certos temas, para mim, tornam-se um pouco mais complicados por falta de vivência na área.

Pelo que pude ler no texto, percebi que o currículo é a base para qualquer educador (que responsabilidade), pois é a partir dele que é feito o planejamento escolar. Estamos em pleno século XXI, cheio de mudanças e inovações e novas tecnologias e, assim como as empresas, as escolas também devem acompanhar essas inovações.

Miguel Arroyo, sendo um dos ícones para falar sobre assunto, nos ajuda a entender melhor e a fazermos reflexões sobre como é possível mudar as propostas curriculares, as abordagens do conhecimento e dos processos de ensino - aprendizagem. De acordo com o texto, “vêm crescendo as sensibilidades para com o currículo das escolas, porque percebemos que a organização curricular afeta a organização de nosso trabalho e do trabalho dos educandos” (p.18). Arroyo relata que está sendo redefinida uma nova identidade profissional que leva os professores – educadores a uma postura mais crítica e os levam ao questionamento de algumas práticas e de como enxergar os educandos.

Concordo com Arroyo quando diz que uma das formas de trazer o currículo para o cotidiano profissional é fazer com que o trabalho seja mais coletivo. Já é adotado em algumas escolas e tende a generalizar. Conheço uma escola no bairro de Xerém, onde um amigo meu trabalha como professor de informática, que utiliza o planejamento coletivo. Ele é realizado com a ajuda de todos os educandos e é realizado por meio de projetos temáticos, onde todos os professores de todas as disciplinas, matemática, português, ciências, inglês, informática etc.. trabalham cada um em sua área de atuação o mesmo tema. Isso envolve os professores, por ser um projeto pensado em conjunto e, portanto, de autoria coletiva. Isso cria um clima de união entre todos. E quem ganha é o aluno.

É claro que a organização do currículo deve ter sempre o olhar voltado para os educandos e para a formação da identidade de cada um. Conforme Arroyo (2007), Logo, as indagações sobre currículos não devem privilegiar apenas que conhecimentos ensinar-aprender, mas como ordená-los, organizá-los, em que lógicas, hierarquiase precedência, em que tempos, espaços. Pensar em que organização do trabalho são enquadrados os educandos, se é a forma mais propícia para aprender e se formar. Se reconhecermos o papel constituinte dos educandos sobre o currículo e deste sobre os educandos, somos obrigados a repensar os currículos e as lógicas em que os estruturamos. Estas lógicas são muito mais conformadoras das identidadesdos alunos do que as lições que transmitimos. Estes pontos têm merecido estudos e debates nas escolas.

O Currículo deve ser revisto de maneira que visualizem a diversidade dos educandos apontando assim novos ordenamentos e prioridades nos conteúdos curriculares. Outra indagação, muito pertinente, feita por Arroyo é a questão da preparação dos alunos para o mercado de trabalho,marcando os docentes como “preparadores e treinadores de mão-de-obra habilitada nas exigências do mercado, imagens reducionistas da docência, desmotivadoras”. Sugere a coleta de dados estatísticos do IBGE para que sirvam de base de estudo e cita que tais estudos se repetem, pois apesar do aumento da escolarização, a inserção dos mais pobres no mercado de trabalho está praticamente desaparecendo. Segundo Arroyo (2007), se os educandos não passam de capital humano a ser capacitado para as demandas hierarquizadas do mercado e se o currículo se organiza nessa lógica segmentada, os profissionais que trabalham esses conteúdos serão segmentados, hierarquizados e valorizados ou desvalorizados na mesma lógica segmentada e hierarquizada do mercado.

Por fim, ao longo de todo o texto, Arroyo propõe muitas discussões, como incorporar a pluralidade de propostas e projetos nas grades curriculares, em tempos, espaços e culturas devidas, como estimular a sensibilidade e vontade dos educadores, como modificar e claro, melhorar as estruturas das escolas e aumentar os horários para que os docentes possam ter tempo para pensar todas essas indagações.

Muitas questões e dúvidas surgem e ao longo do semestre com as leituras, orientação do professor e do debate com os colegas de classe, pretendo me aprofundar nesse tema, tão importante e necessário, e quiçá, encontrar saídas e respostas a todos esses questionamentos.

Tudo novo de novo

Bom, pessoal demorei, mais voltei!

O ano de 2009, me trouxe muitas alegrias com o ingresso da faculdade, aprendi muito, tive a oportunidade de criar esse blog, fazer novos amigos entre outras coisas, mas não terminou muito bem, pois perdi o meu pai no fim do ano. Não é fácil, mas Deus tem me dado força e consolo,  além dos amigos que estão sempre ajudando na caminhada que não dá pra parar, a vida tem que continuar.
Com isso,  3º período chegou!!! Teve início em março, e nossas aulas voltaram com força total, dessa vez estamos aprendendo e compartilhando sobre o assunto: CURRÍCULO. Espero ter um bom desempenho esse semestre, mesmo com a falta de tempo.. rsrs, e aprender sobre esse assunto tão interessante e essencial para a minha formação.



Deus

2010 - 3º Período!!!!!

Deus

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Ciclos de formação: Uma proposta transformadora / Reinterpretando os ciclos de aprendizagem

Em sala de aula tivemos uma atividade muito interessante sobre esses dois textos, o primeiro da Andréa Krug e o outro do Jefferson Mainardes. Nos dividimos em grupo e fizemos uma análise dos dois textos, onde o professor propôs passarmos as informações para o papel concluindo a atividade com uma apresentação dos dois grupos, segue abaixo o trabalho de um dos grupos:




Bom, os ciclos de formação como já foi dito, trata-se de uma nova visão da escola do ensino fundamental, visto que ela possui um olhar da aprendizagem, com ênfase na cidadania.

Professor - Pesquisador

O trabalho é feito em grupo tanto dos estudantes, agrupados pelas suas fases de formação, quanto dos docentes que compartilham a aprendizagem. O teor escolar é organizado através de pesquisa sócio-antropológica realizada na comunidade, relacionando questões e problemas vivenciados pela comunidade e a partir desta pesquisa é que são realizados os trabalhos na escola. É o professor- pesquisador. A relação de aprendizagem é construída com toda a escola e em relação dialética

“Não há ensino sem pesquisa , nem pesquisa sem ensino...”
Paulo Freire.

Planejamento

O planejamento é feito a partir da gama de atividades que possam surgir envolvendo os conhecimentos sistematizados com a realidade dos alunos e a partir das descobertas e interesses construídos por eles.

Formas de progressão:

Ao final de cada ano ciclo, existem três formas de progressão:

Progressão simples que é o avanço para o ano seguinte para o aluno que não aprsentou dificuldade durante o ano letivo;

Progressão com plano didático de apoio que inclui algumas atividades extras para alunos que tiveram dificuldade específicas;

Progressão com avaliação especializada que inclui atendimentos especializados, inclusive fora da escola, com o intuito de trabalhar as dificuldade de ensino-aprendizagem dos alunos.

Isso, sempre com muita discussão entre todos e uma constante avaliação da escola em relação ao seu trabalho e dos resultados alcançados.

Tradição X Inovação / Escola em ciclos X escola seriada

Na escola em ciclos a avaliação é apenas um dos instrumentos de avaliação, pois não define o conhecimento do aluno apenas através de uma prova. A preocupação é com a aprendizagem. O conhecimento formal deve ser articulado a partir dos saberes informais da criança.

A formação das turmas se dá por idade e não pelo conhecimento adquirido, respeitando a idade e o desenvolvimento da criança de acordo com seu nível indutivo é outra concepção da escola ciclada.

O acompanhamento do aluno ao longo dos primeiros ciclos é primordial para o sucesso desse sistema.

Ciclo não é exclusão , não é trabalho fragmentado, é como o nome já diz, um ciclo, onde todos devem trabalhar em conjunto em prol de um resultado que é a promoção do sucesso da criança.

Deus